Trabalhar ao fim de semana não é dedicação.
É um sintoma de que o teu processo está doente.
Se tivesses que escolher, trabalhavas ao fim de semana? Quando digo isto, também me refiro a trabalhar mais de 10h/dia.
Percebo que pareça, mas não é dedicação.
A nossa resposta natural ao desperdício e ineficiência é ficar a trabalhar mais horas para fazer o que tem que ser feito.
E isso não é dedicação.
Portanto, a dedicação esconde desperdícios e ineficiências do processo.
O Sintoma
Quem nunca ficou até tarde no escritório para garantir uma entrega dentro da data limite?
Eu já. “Estou cheio de trabalho”, dizia.
Errado.
Não estava cheio de trabalho. Não era o trabalho que me levava a fazer serão ou a trabalhar no fim de semana.
Eram todas as ineficiências ao longo do processo. Todos os desperdícios. Os gargalos.
E digo-te, isto acontece contigo.
Existem duas razões para trabalhar mais do que o previsto:
- Ou queres alcançar o teu objetivo num período mais curto
- Ou tens o teu sistema cheio de gargalos e desperdícios
Aqui está o problema. Confundir estes 2 motivos.
Eu sou daqueles que acredita em trabalhar mais horas para alcançar o objetivo mais rápido. Não me importo desde que esteja a acrescentar valor rumo ao meu objetivo.
Mas sei que ambos os motivos anteriores não podem coexistir.
E esse foi o erro que eu cometi.
Quando dei por ela, adicionava horas e horas a um processo cheio de gargalos e desperdícios.
No fundo, pagava com tempo todos os problemas do meu processo.
Não saía do sítio…
Não É Sustentável
Porquê?
Porque estás a apagar fogos.
Tentas tapar buracos no teu processo com algo que não estica. O tempo.
E isto acaba sempre da mesma maneira. Acabas por pagar com horas.
Caro. Muito caro!
Quando menos deres por ela, estarás a retirar horas ao que mais te importa. Tudo para compensar esses desperdícios.
No Lean, esta sobrecarga tem um nome: Muri (無理).
Muri é o termo japonês para sobrecarga, stress excessivo e irracionalidade no sistema.
É quando os elementos do teu processo (ou até… tu) se encontram em sobrecarga e excesso de trabalho face ao limite definido.
Além disso, passar do limite traz consequências para ti e para o negócio:
- Aumentas o risco de erros e defeitos
- Elevas as taxas de rotatividade de funcionários
- Maior probabilidade de avarias em equipamentos
- Ineficiência e falta de qualidade geral
Quais as Causas
Causas associadas ao Muri:
- Desperdício em atividades sem valor acrescentado
- Gargalos nos processos
- Planeamento deficiente
- Cargas de trabalho desequilibradas
- Treino ou suporte inadequados
- Falta de Standards
Não é só uma causa. Podes ter um cocktail delas.
Para as identificar faz o seguinte:
1. Observa o Gemba
Observa as operações. A linha da frente. Procura por sinais de esforço físico ou mental, gargalos ou ritmos de trabalho irregulares.
2. Pergunta à Tua Equipa
A tua equipa sabe o que está a passar. E muito antes de te aperceberes dos problemas. Pergunta-lhes. Eles sabem onde estão sobrecarregados ou onde as tarefas parecem “irrazoáveis”.
3. Identifica os Erros Frequentes
Quebras ou erros frequentes podem ser sinais de alerta para sistemas sobrecarregados.
Mas, o mais importante, é teres consciência se estás a pagar com tempo os erros do teu processo.
Como Eliminar a Sobrecarga
Identificaste o Muri, a sobrecarga no teu processo?
Ok. Agora é altura de o atacar.
Cria Standards
Define a melhor maneira conhecida de realizar cada tarefa. Isso reduz a variabilidade e a carga cognitiva.
Equilibra as Cargas de Trabalho
Distribui as tarefas uniformemente entre as equipas para evitar sobrecarregar indivíduos específicos.
Melhora a Formação
Certifica-te de que os funcionários estão confiantes e capacitados para executar as suas tarefas.
Melhora o Design das Estações de Trabalho
Utiliza a ergonomia para reduzir o esforço físico e movimentos desnecessários.
Nivela a Produção (Heijunka)
Equilibra a produção para evitar picos de sobrecarga.
É Por Isto
É por isto que acredito que a Qualidade e o Lean sejam a resposta para quem se quer libertar do negócio.
Assim, consegues garantir (ou aumentar) a qualidade da tua entrega e ser o mais eficiente possível.
Devolver-te o tempo para pensar de forma estratégica na empresa.
Pensar no caminho a seguir.
Tudo isto enquanto tens tempo de qualidade com a tua família, tiras férias e não abdicas daquele sábado para ir apagar mais uns quantos fogos no negócio.
Consequentemente, quando vejo alguém a trabalhar ao fim de semana ou a fazer serões constantes, já não penso “que pessoa dedicada.”
Penso: “que processo doente.”
Porque a dedicação esconde desperdícios e ineficiências do processo.
E tu mereces melhor do que isso.
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